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Clube de Leitura da Josefinas: O que aprendemos em “Comer, Orar, Amar”
Josefinas Book Club Eat Pray Love

Fotografia: Instagram @eatpralove_official

Comer, Orar, Amar cria perguntas mais do que dá respostas. O romance é um relato cativante de uma demanda por um novo rumo e uma nova perspetiva. Elizabeth Gilbert é a autora deste aclamado livro, e quem, ao longo das páginas, nos leva de braço dado pela jornada em busca do que falta numa “vida perfeita”.

É muito fácil identificarmo-nos com Elizabeth Gilbert, uma mulher real assoberbada pelo peso da rotina e pelo vazio que lhe deixava a sensação de não realização pessoal. Depois de se divorciar, recomeça, sem medo de mudanças e do futuro, e procura novas oportunidades, novos caminhos, novas culturas.

Durante um ano, Elizabeth percorre três países: Itália, Índia e Indonésia, em busca de paz, equilíbrio, amor, prazer e espiritualidade. É neste romance tão envolvente que Elizabeth nos dá a conhecer os seus pensamentos mais íntimos, expressando-se abertamente sobre questões tão pertinentes quanto a saúde mental, a solidão ou a depressão.

 

Fotografia: Instagram @thespringwind

 

Em primeiro lugar, Elizabeth ensina-nos a não termos medo de viver a vida apaixonadamente e a entender que as coisas mundanas podem mesmo ser o caminho para a nossa felicidade e bem-estar. Apreciar a cultura, a gastronomia, a arquitetura, as pessoas que nos rodeiam - tudo isto nos traz uma nova forma de ver o mundo, de o compreender e de perceber o nosso lugar nele. Acima de tudo, é crucial que saibamos amar e respeitar quem somos, ter amor próprio.

Em segundo, ensina-nos a procurar e acolher a nossa espiritualidade. É essencial que saibamos procurar formas de estar bem connosco, de refletir e de meditar. Podemos sempre mudar a nossa perspetiva mudando a nossa forma de pensar, e isso passa por saber aceitar que nem tudo tem uma resposta, ou que não precisamos de todas as respostas. Religiões à parte, é quase um dado adquirido de que ter fé - seja num Deus, no Universo, no Destino - não traz nada de mau, antes pelo contrário.

Finalmente, Elizabeth ensina-nos a amar. Esta pode ser a parte mais “cliché”, mas não deixa de ser inspiradora e reconfortante. Na parte final da sua viagem, na Indonésia, Elizabeth encontra o oposto do que procurava e é isso que lhe traz outro dos seus objetivos: o amor que não estava nos seus planos trouxe-lhe a paz que tanto necessitava. Queremos acreditar que o amor aparece no final desta jornada como um sinal de superação e desenvolvimento - afinal, só depois de muitos desafios e de aprendermos a viver sem culpas e medos é que podemos entregar-nos tão plenamente.

 

 

Comer, Orar, Amar é um romance com uma mensagem subliminar bem importante. Quando lido na fase certa da vida, desperta a vontade de mudar aquilo que já não nos faz feliz, muitas vezes até de forma inconsciente. A leitura é bem fluída e cativante, não fosse a autora uma jornalista de sucesso, e sentimos quase que viajamos pelo mundo com Elizabeth.

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